De vez em quando eu volto para tirar a poeira dos teclados imaginários que tecem os textos para esse blog. Um abraço saudosista para os amigos que visitam esse espaço, com alguma necessidade de encontrar algo de interessante na rede. E tem muita coisa boa.
Um dos exemplos é o filme Farenheit 451.
Engana-se quem pensa que é aquele documentário do Michael Moore. Na na nina. Aquele é 11/9, o filme que eu me refiro é o 451. O mais interessante é que no meio da trama, explica-se a razão, motivo ou circunstância pela qual o filme tem esse nome, assista-o e você também descobrirá.
Porque vale a pena ver 1 – Ele é uma adaptação de um romance de Ray Bradbury.
Porque vale a pena ver 2 – O filme só é dirigido por François Truffaut.
Porque vale a pena ver 3 – Só pra assassinar a curiosidade de quem insiste em ler o resto do texto e ainda está indeciso com as alternativas anteriores, é uma história bonita, em um futuro não muito distante, no qual as pessoas são proibidas de ler livros. Quem esconde livro em casa, vive na ilegalidade.
Os bombeiros, em vez de apagar incêndios são os próprios incendiários. Cabe a eles encontrar e destruir todos os livros. A descrição mais legal do filme é de uma pessoa que fala que esses sujeitos da lei recendem a querosene.
Enquanto isso, a alienação corre solta, neguinho acha que é feliz vendo televisão o dia todo e enchendo a cara de drogas liberadas pelo governo. Para quem aprecia uma boa leitura e não abre mão dos seus livros de papel, é identificação à primeira vista. Chego ao fim, lembrando que o fim do filme é bonito. Vale até citar os versos diversos de uma canção legal: “É assim que me querem, sem que possa pensar, sem que possa lutar por um ideal”
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